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Pedra do Porto

História e Património do Concelho da Nazaré

Pedra do Porto

História e Património do Concelho da Nazaré

François Mauriac e a Nazaré

Carlos Fidalgo, 20.05.22

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Romancista e jornalista francês (1885-1970), fez pesar sobre os seus romances uma fatalidade e uma solidão que não encontram contrapartida na sua atividade jornalística, conduzida frequentemente como um combate, em jornais como Le Figaro e L'Express. De entre os seus romances destacam-se Thérèse Desqueyroux (1927), Le Noeud de vipères (1932), Le Sagouin (1951) e Un Adolescent d'autrefois (1969). As suas obras abrangem ainda poemas (Les Mains jointes, 1909), ensaios (Ce que je crois, 1962) e peças de teatro (Les Mal-Aimés, 1945). Foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1952.[1]

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François Mauriac

falou assim da Nazaré:

A Nazaré parece-se com o seu nome, e o mar que a banha, é bem um lago por onde Cristo passou.

Este povo de Pescadores, vestido de policromos tecidos de lã, impele os seus barcos para as ondas, lança as suas rêdes, como sob, a ordem de um Mestre invisível.

Eu não creio que se possa sofrer na Europa uma impressão de desnorteamento tão viva como a que se sente nesta vila queimada pelo sol, entre este povo bíblico: encontrei-me de repente fora do tempo.

Há outras maravilhas em, Portugal; mas a Nazaré é a minha mais estranha recordação.[2]

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Fontes:

[1] Porto Editora – François Mauriac na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2022-05-20 21:21:02]. Disponível em  https://www.infopedia.pt/$francois-mauriac

[2] In Jornal A Província, Ano I, N.º 22, 1955, p. 6.

Foto: François Mauriac redux - François Mauriac – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

 

 

A minha bisavó Maria da Nazareth Conde: ascendentes e descendentes próximos

Carlos Fidalgo, 01.03.22

Bisavó do Dr. Carlos Fidalgo 1890-1900 .jpg

Maria da Nazareth Conde nasceu na Praia, tendo sido baptizada na Igreja de Nossa Senhora das Areias no dia 20 de Setembro de 1865.

Era filha de José Martins Conde e de Anna Freitas Pequixo, ambos naturais da Praia da Nazaré.

Neta paterna de José Martins Conde e de Maria da Soledade e pela parte materna de Gaspar Freitas Pequixo e de Maria Ginó Pequixa.

Casou em 1886 com João Bulhões Quinzico na Igreja de Nossa Senhora das Areias, filho de Ignácio Bulhões Quinzico e de Constantina Pitorra Mêco, ele da Praia e ela do Sítio.

Do casamento entre Maria da Nazareth e João Bulhões Quinzico, conseguimos apurar os seguintes filhos: Anna da Nazareth Quinzico (avó paterna), Constantina da Nazaré Quinzico, Mariana Bulhões Quinzico e Maria da Conceição.

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Apelidos apresentados:

Conde; Martins Conde; Freitas; Pequixo; Ginó; Pequixa; Bulhões; Quinzico; Pitorra; Mêco

Como se prova neste pequeno exemplo, a história genealógica ou se assim entenderem dos apelidos na Nazaré, para o nosso caso, é bastante complexa, ao mesmo tempo que se torna muito aceitável a velha frase “de que somos todos primos”!

Naturalmente que este exemplo não deverá ser visto como exclusivo da Nazaré, mas de todas as comunidades nas mais diferentes localizações geográficas.

Talvez por isso a genealogia seja, nos dias de hoje, uma ciência que necessita de ser encarada como tal e não como um simples passatempo.

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Foto: Espólio do Autor

Fontes consultadas: ADLRA, Livros de Registos de Baptismo, Casamento e Óbito da Freguesia da Pederneira, disponível em tombo.pt.

Sobre o apelido Quinzico confira-se o que escrevemos em: O apelido "Quinzico" - Pedra do Porto (sapo.pt)