Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pedra do Porto

História e Património do Concelho da Nazaré

Pedra do Porto

História e Património do Concelho da Nazaré

Qual o seu apelido, qual a sua ascendência?

Carlos Fidalgo, 21.08.21

Estes são alguns dos apelidos que temos estudado ao longo dos anos e sobre os quais temos elementos que poderão interessar para quem pretenda saber/fazer a sua árvore genealógica.

Estes apelidos que agora se apresentam estão, na sua maioria, no nosso último trabalho "Subsídios para a história marítima do concelho da Nazaré: Naufrágios e Náufragos (séculos XVII a XIX)".

São, por isso, apelidos de pessoas que faleceram no mar, muitos deles não aparecendo e outros tantos tendo encontrado a morte em paragens longínquas.

Posto isto, e para quem possa estar interessado em saber se alguma destas pessoas é um seu antepassado apenas tem de entrar em contacto connosco através do email: 

pedradoporto@gmail.com

ou preenchendo o formulário de contacto, no separador do mesmo nome.

Estaremos, como temos estado, à disposição dos que solicitam e venham a solicitar os nossos serviços.

Abegão

Alegre

Almeida

Amaro

Anastácio

Baptista

Bem

Borda d’Água

Botto

Bravo

Bulhões

Canhoto

Caixeiro Caixeirinha

Carmo

Carpeta

Castro

Cavaleiro

Chora

Codinha

Coelho

Conde

Constantino

Couto

Correia

Costa

Crispim

Dias

Domingues

Espadana

Falaxo

Florêncio

Galhardo

Germano

Gineto

Ginó

Grilo

Guincho

Izá

Laborinho

Limpinho

Lourenço

Mafra

Marques

 

Martins

Maurício

Mendes

Moço

Murraças

Nabo

Nunes

Oliveira

Ova

Pereira

Pescadinha

Pequerruxo

Petinga

Piló

Pimentel

Pimpão

Pombinha

Portugal

Quico

Quinzico

Rabixa

Remígio

Ribeiro

Rodrigues

Rosa

Ruivo

Sabino

Salles

Santos

Serra

Soares

Sousa

Silva

Simoens

Subtil

Teles

Trindade

Valverde

Vasco

Varina

Vidal

Vieira

Vidinha

Zarro

José Leite de Vasconcelos: Algumas notícias sobre a Nazaré

Carlos Fidalgo, 07.08.21

2.jpg

Imagem: http://www.museunacionalarqueologia.gov.pt/?p=301(acedido em 07/08/2021)

José Leite de Vasconcelos (1858-1941) foi um reconhecido linguista, filólogo, arqueólogo e etnógrafo português.

Fundador e primeiro director do Museu Nacional de Arqueologia, tendo entre tantas outras iniciativas, fundado a revista “O Arqueólogo Português”.

Dispensa apresentações, para quem conhece a sua importante e vasta obra, pelo que remetemos para o link abaixo[1] uma breve biografia sobre José Leite de Vasconcelos

Com uma vasta e importante obra publicada, importa-nos a “Etnografia Portuguesa”, em particular o volume V onde faz algumas referências à Nazaré, fruto da sua recolha documental, bibliográfica e das várias visitas que fez ao território por forma a ver e ouvir – tomando conhecimento – das particularidades da Cultura Popular.

São essas pequenas, mas muito importantes, notícias onde se menciona o topónimo Nazaré que deixamos aqui:


[…] “No sul, creio que isto se usa nas Caldas da Rainha, ouvi:

Arre, burrinho,

Arre Burré,[2]

Para a Senhora da Nazaré;

Quem não tem burrinho vai a pé.”[3]


[…] Em Óbidos, quando vão buscar água à fonte, costumam escorrer bem o cântaro antes de saírem, porque, se levam no fundo algum resto, a fonte seca. Na Nazaré fazem o mesmo na fonte, para que a fonteira não venha a casar com um bêbado.[4] As raparigas de …, quando iam à Fonte Velha, costumavam deitar uma gota de água. […][5] 


[…] Fonte Santa da Nazaré, aonde vão buscar água na véspera de S. João e S. Pedro; boa para curar o reumatismo. […][6]


b) Pesca primitiva:

[…] Piões: são seixos rolados, para peso das redes; têm uma gaiva ou moça (leia-se móça) para o nagalho se agarrar (observado na Nazaré, em 1894). […][7]


[…] c) De arrastar: com saco-arrastão, artes de arrastar (entre Porto e Nazaré), xávega (Algarve), chichorro ou chinchoxo (sul de Lisboa), murgeira (embocaduras das barras); sem saco – buginganga ou mugiganga, rede de pé (tainhas, robaletes, linguados, solhas), solheira (Algarve: solhas, linguados), zorra (caranguejo).[8]

[…] Galeões – Armações redondas e valencianas (Nazaré).[9]


Neta: Rede usada na Nazaré.[10]

3) Redes de arrasto (Nazaré); 4) Redes da arte: segundo informação de Maria Caetana, antes de haver armações para a pesca havia redes de arte. Tinham nomes, como, por exemplo, a Arte de José Custóido. Era um barco grande com redes. A armação é fixa; a arte colhe o peixe e volta para terra. […][11]


Sistema Francês – Para a pesca da lagosta (Nazaré).[12]


[1] José Leite de Vasconcelos - Século XIX - Centro Virtual Camões - Camões IP (instituto-camoes.pt) (acedido em 07/08/2021)

[2] Sobre versos que se dizem às crianças, postas sobre o joelho, vid. A. Pimentel, Estremadura, II, 290.

[3] VASCONCELOS, José Leite de. Etnografia Portuguesa, Vol. V, Edição Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 2007, p.85.

[4] Em Lisboa diz-se que casa com um bêbado a rapariga que se molha na barriga ao lavar roupa.

[5] Id. p. 126.

[6] Id. p. 133. Vid. Pinho Leal, PAM, VI, 12.

[7] Id. p. 158.

[8] Id. p. 360.

[9] Id. p. 372. Informação retirada pelo Autor da publicação “As Nossas Praias” (Sociedade Propaganda de Portugal) – 1918, pp. 54-55.

[10] Id. p. 374. C.F.

[11] Id. p. 375. Informação retirada pelo Autor da publicação “As Nossas Praias” (Sociedade Propaganda de Portugal) – 1918, pp. 54-55.

[12] Id. p. 377. Informação retirada pelo Autor da publicação “As Nossas Praias” (Sociedade Propaganda de Portugal) – 1918, pp. 54-55.