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Pedra do Porto

História e Património do Concelho da Nazaré

Pedra do Porto

História e Património do Concelho da Nazaré

D. Maria Cândida Saldanha, Condessa de Hendel, natural da Golegã

Carlos Fidalgo, 29.08.17

Continuando a saga, aqui se apresenta sem grandes dissertações o falecimento de gente ilustre na antiga Freguesia e Concelho da Pederneira.

Outros existem mas por ora, temos uma Condessa, natural da Golegã, cuja genealogia parece já estar estudada, assim como a dos Condes de Hendel.

«Aos vinte e quatro dias do mez de Setembro de mil oitocentos quarenta e hum annos em a Praia desta Freguezia de Nossa Senhora das Areas da Villa da Pederneira, faleceu como de Repente, sem poder receber os Sacramentos a Exc[ma] D. Maria Candida Saldanha, Condeça de Hendel, natural da Golegam, viuva de Carlos António, Conde de Hendel, Senhor de Castel Bel, e no dia seguinte 25 do Corrente, passadas as vinte, e quatro horas, p.ª mais, foi seu corpo sepultado no Cemitério desta Freguesia, do que tudo fis este assento, que assigney. O Vigário Antonio José Ferreira»*

*ADLRA - PEDERNEIRA, Livro de Óbitos, 1841.

Nota: Na Gazeta de Lisboa nota-se o que se segue: «Carlos António, Conde de Hendel, natural do Tyrol, tendo casado occultadamente, em Cadix, com a Senhora D. Maria Cândida, filha mais velha do Sr. Saldanha da Golegã, manda fazer público este seu casamento, para sastifação [sic] da Família e Esposa.»**

** Gazeta de Lisboa, nº154, 1-7-1811.

Casal da Horta do Gastão - Limite da Vila da Pederneira

Carlos Fidalgo, 28.08.17

Um dos problemas no que respeita à investigação dos locais - pode não ser o caso - é a perda de referências geográficas, e de memória, por parte de uma qualquer comunidade. Quando tentamos identificar um sítio no âmbito de uma qualquer conversa, ou mesmo de um trabalho de maior complexidade, uma das premissas é a auscultação das pessoas cuja vivência nos garante o conhecimento do território, sendo que à memória dos locais estão sempre ligadas as vivências e, por conseguinte, a relação intemporal entre o Homem e o Lugar.Este é um excelente exemplo dessa relação que, confesso, já tentei averiguar em tempos idos. Mas, mais uma vez nos aparecem os registos paroquiais para, pelo menos, nos elucidarem sobre o nome de um determinado local, como o que agora se apresenta.Devemos, contudo, levar em conta que este "Cazal", como lhe chama o Vigário, poderá ter outros nomes, antes e, mesmo, depois do presente registo.Falará, neste âmbito, a memória dos mais antigos que, com toda a certeza, conhecem o nome deste espaço que agora se coloca no Pedra do Porto.Menos nos importará o nome do seu proprietário e família.Diz então assim:«Aos dez dias do mez de Outubro de mil oito centos e quarenta annos de madrugada, em seu Casal chamado, a Horta do Gastão,  defronte da Capela da Senr.ª dos Anjos no limite desta Villa da Pederneira, faleceu [X] marido de [Y], tendo recebido o Sacramento da Extrema unção somente por ter perdido o falar e os sentidos de hum ataque apopletico de qu[e] foi acometido no dia oito do corrente, quasi á noite: [...] foi seu corpo sepultado no cemitério[...].»**ADLRA - Pederneira - Livro de Óbitos, 1840.

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